terça-feira, 29 de março de 2016

CRISTO FOI CRUCIFICADO NA QUARTA, QUINTA OU SEXTA FEIRA? QUAL ERA O DIA DA PREPARAÇÃO?








CRISTO FOI CRUCIFICADO NA QUARTA, QUINTA OU SEXTA FEIRA? QUAL ERA O DIA DA PREPARAÇÃO?

Lc 23.54 e Jo 19.31 para as Bíblias de Estudo:
“dia da preparação, termo técnico para sexta-feira” (Bíblia Vida Nova)
“O sábado especial, o primeiro dia da festa, não o sábado normal, que seria dali a 2 dias. O sábado especial sempre ocorria no 15º dia de nisã não importando em qual dia da semana acontecesse. Desta vez foi numa quinta-feira. (Bíblia de Dake)
“o dia da preparação era sexta-feira, preparação para o sábado” (Bíblia Plenitude)
“sexta-feira, o dia em que Jesus morreu era o dia de preparação para o sábado” (Bíblia Anotada)
“era contra a Lei de Deus deixar exposto durante a noite o corpo de uma pessoa morta (Dt 21.23) também era ilegal trabalhar depois do pôr-do-sol na sexta-feira, quando começa o sábado para os judeus” (Biblia de Aplicação Pessoal)
“Preparação – véspera do sábado quando eram feitos os preparativos para aquele dia.”
“sexta-feira da semana da páscoa” (Biblia de Estudo NVI)
“Sexta-feira, preparação para sábado” (Bíblia de Estudo Almeida).
“Sexta, dia em que se preparava para o sábado”
“Parasceve Pascal, quinta que acaba conflitando com os sinóticos. A melhor interpretação é considerar a referencia a sexta-feira como  o dia de preparação antes do sábado semanal.
(Bíblia de Genebra).


Era a parasceve pascal. "A hora do duplo sacrifício aproximava-se. Era meio-dia. Os cordeiros pascais estavam sendo preparados para o sacrifício, e o Cordeiro de Deus também foi sentenciado à morte" (Hoskyns).
(COMENTÁRIO BIBLICO DE MOODY, PÁG 114)

Acerca do sepulcro em que Jesus foi deitado afirma-se com grande ênfase que ninguém ainda havia sido colocado nele. A referência cronológica “dia da preparação e começo do sábado” coincide com Mc 15.42 e Jo19.42. Isso diz respeito ao entardecer de sexta-feira por volta do pôr do sol. Por causa da proximidade do sábado foi preciso acelerar o sepultamento do corpo.
(COMENTÁRIO DE LUCAS, Editora Evangélica Esperança, FRITZ RIENECKER, PÁG 301)

A isso se acrescenta que era ―dia da preparação‖, ou seja sexta-feira, e ainda a parasceve da Páscoa. Naquele ano o sábado era ao mesmo tempo o dia 15 de Nissan, ou seja, o dia da Páscoa. Por isso João escreveu: ―Era grande o dia daquele sábado‖. Era duplamente feriado. Num sábado desses de forma alguma poderia ser feito o ―trabalho‖ de retirar os corpos da cruz e trasladá-los para o vale do Hinom.
(COMENTÁRIO DE JOÃO, Editora Evangélica Esperança, WERNER de BOOR, Pág 260 comentando Jo 19.31)

No Gr, secular, paraskeue se acha no sentido geral de “preparação”, mas o NT
emprega o subs. paraskeue sempre como expressão de tempo, para indicar o “ dia
da preparação” antes de um Sábado ou festa da Páscoa: Mt 27:62; Mc 15:42; Jo
19:14, 31, 42. Isto sugere que no NT, assim como no AT, e no mesmo sentido em
todas as partes da tradição, paraskeuazõ e kataskeuazõ são termos que têm o significado
de “ aprontar para” , “preparar” e “ equipar” . Têm a função teológica de antecipar
a atividade salvífica de Deus para com o homem, que é introduzida por um ministério
de preparação que tem nele o sabor do Advento.
 F. Thiele
(DICIONÁRIO INTERNACIONAL DE TEOLOGIA, LOTHAR COENEN , COLIN BROWN, Pág 543)

Mt 27:62: No dia seguinte, isto é, o dia depois da preparação, reuniram-se os principais sacerdotes e os fariseus perante Pilatos, «dia seguinte, que é o dia depois da preparação...» Está claramente em foco o dia de sábado.
O termo preparação (no grego, paraskeue) era uma palavra técnica para indicar o dia anterior ao sábado—sexta-feira—, o dia em que se faziam os preparativos para o sábado. Passou a fazer parte do uso cristão, e Clemente de Alexandria (200 D.C.—ver Strom. VII. §76), diz que esse dia passou a chamar-se Dies Veneris, ou sexta-feira, aniversário da crucificação de Jesus, sendo uma «grande» ou «santa» paraskeue.
(NT INTERPRETADO, CHAMPLIN PAG 649)

No sec II d.C., e posteriormente, houve considerável diversidade e debate sobre a data em que deve ser observada a páscoa cristã, as Igrejas da Ásia Menor durante muito tempo seguiram a computação "quarto-décima", mediante a qual a páscoa era regularmente observada a 14 de nisã, enquanto a Igreja de Roma e de outros lugares seguiam um calendário que comemorava a paixão anualmente numa sexta-feira e a ressurreição num domingo. Este último foi o modo que prevaleceu.
(DICIONÁRIO DA BIBLIA, J.D.DOUGLAS, PÁG 1002)

O Dia da Crucificação: Os acontecimentos descritos neste capítulo ocorreram na sexta-feira, conforme concorda a maioria dos eruditos antigos e modernos. O dia da crucificação de Jesus tem sido variegadamente situado na quarta-feira, na quinta-feira ou na sexta-feira. Apesar de que qualquer dessas datas conta com algumas dificuldades, contudo, a sexta-feira, que tem sido tradicionalmente aceita como o dia. da crucificação, desde os tempos mais antigos, é a que conta com menor número de objeções. A questão tem provocado muitos debates, e muito tempo tem sido desperdiçado, e imensas energias têm sido concentradas nessa discussão. Para alguns, o conhecimento e a declaração do dia certo parecem ter a importância de uma convicção religiosa. Que a sexta-feira foi o dia da crucificação, é indicado pelos seguintes argumentos:
1. Um número demasiado de acontecimentos teve lugar nas narrativas, segundo as temos, para permitir que todos tivessem ocorrido entre o domingo, que foi o dia da entrada triunfal, e a crucificação de Jesus, se esta tivesse tido lugar na quarta ou mesmo na quinta-feira.
2. O testamento deixado pelos pais da igreja primitiva, até o terceiro século, é unânime em afirmar que a crucificação teve lugar na sexta-feira. (Ver Wordsvforth, The Greek New Testament, sobre as passagens envolvidas, incluindo Mat. 27:62, onde há uma lista dos nomes dos pais que apoiavam a sexta-feira). De fato, da parte dos pais da igreja, não temos outra data exceto a sexta-feira. Os antigos pais da igreja são anteriores aos primórdios da Igreja Católica Romana, pelo que, de forma alguma podemos asseverar que a crucificação na «sexta-feira» foi uma invenção dessa organização religiosa.
3. O testamento do símbolo favorece o dia de sexta-feira. Quando da criação, Deus trabalhou durante seis dias, e então descansou. Assim também Cristo trabalhou durante esses seis dias, e então descansou no dia sétimo, o sábado.
4. A profecia de Jesus, de que estaria no sepulcro por «três dias e três noites» (Mat. 12:40), embora para ouvidos modernos pareça três dias e noites completos, para os antigos não era assim, por causa do costume de computar partes do dia ou da noite como se fossem dias ou noites inteiras. Uma parte da sexta-feira, o sábado e uma parte do domingo, satisfaria o sentido aqui tencionado. Ao computarem seqüências do tempo, os antigos sempre incluíram, nesse cômputo, o mesmo dia em que a declaração era feita. Assim sendo, «em três dias» incluiria o dia em que a declaração foi feita. Esses três dias seriam a sexta-feira, o.sábado e o domingO; Partes desses dias podiam ser chamadas de «três dias».
5. A cronologia simples de Lucas (23:54-24:1) não deixa dúvida alguma a respeito, porquanto ele menciona declaradamente três dias: 1. A «preparação» (vs. 54), isto é, o dia anterior ao sábado, ou sexta-feira, conforme essa palavra significa até mesmo no grego moderno, sendo usada com esse sentido por todas as páginas do N.T. onde ela aparece. 2. O sábado (vs. 56), durante o qual descansaram. 3. O primeiro dia da semana (24:1) ou domingo. Se é que a crucificação ocorreu antes, o que teria acontecido à quarta-feira e à quinta-feira, nesse novo cálculo cronológico? João 19:31 diz especificamente que o corpo de Jesus foi tirado da cruz, a fim
, de que não permanecesse ali no dia de «sábado».
6. Alguns tentam fazer desse «sábado» um feriado judaico diferente, salientando que, no vs. 31, esse sábado é chamado de «grande o dia daquele sábado». Mas a expressão se deriva do fato que este dia era o sábado durante o periodo da páscoa, sincronizado com o segundo dia da festa dos pães asmos. A narrativa de Lucas indica que somente um dia de «sábado» está aqui em foco, por maior que fosse considerado esse dia.
7. Alguns estribam-se no fato de que, em Mat. 28:1, a palavra usada para sábado está no plural, o que leva tais intérpretes a traduzirem, «no fim dos sábados», como se tivesse ocorrido mais de um sábado (ou feriados especiais), o que faria com que o dia da «preparação» fosse a terça-feira, ao passo que os dias de quarta-feira, quinta-feira, sexta-feira e sábado seriam os «sábados». Todavia qualquer pessoa que consulte um dicionário grego
completo do N.T. descobrirá que o plural era freqüentemente usado em lugar do singular, embora estivesse em vista apenas um sábado. Outras instâncias desse fato se encontram em Mat. 12:1; Marc. 1:21; 2:23; 3:2,4; Luc. 4:31; 6:9. Em todas essas instâncias, o grego tem o plural, mas o contexto mostra sempre que se trata do singular. Esse emprego do plural era comum entre os demais autores, fora do N.T., conforme um dicionário grego completo facilmente revela. Que o singular era tencionado é óbvio em Marc. 16:1, que usa o singular, «sábado», e de onde Mateus extraiu a sua narrativa (posto parecer correto dizer, com o que muitíssimos concordam, que Marcos foi usado como base dos evangelW de Mateus e de Lucas). Adicione-se a isso a narrativa em Luc. 23:54,56, que também usa o singular.
8. Ê altamente improvável que as mulheres tivessem esperado durante quase três dias e meio (desde a tarde de quarta-feira até à manhã de domingo), antes de irem ao sepulcro, a fim de ungirem e embalsamarem o corpo de Jesus. Nessa altura, a putrefação estaria tão adiantada que todo esforço seria estranho e inútil. Afinal de contas, elas esperavam encontrar um cadáver, embora não tivessem ficado desapontados por não terem encontrado tal.
9. As Escrituras declaram pelo menos por nove vezes que, Jesus ressuscitaria ao terceiro dia. (Mat. 16:21; 17:23; 20:19; Marc. 9:31; 10:34; Luc. 9:22; 18:33; 24:7; I Cor. 15:4). Segundo o costume do cômputo inclusivo das seqüências de tempo, comum entre as culturas antigas, ao enumerar qualquer número de dias, horas, meses ou anos, sempre se incluía nessa numeração o dia em que se fazia a declaração e é óbvio que o dia da crucificação deve estar incluído nesse cômputo dos «três dias». Jesus queria dizer que ressuscitaria ao terceiro dia. Assim sendo, segundo esse cômputo à moda antiga, temos a sexta-feira, o sábado e o domingo. O terceiro dia, a começar na quarta-feira, dificilmente poderia ser o domingo. Jesus teria de ter ressuscitado na sexta-feira, se a quarta-feira tivesse sido o dia de sua crucificação. Se o dia de sua crucificação foi na quinta-feira, Jesus teria de ter ressuscitado no sábado. Alguns intérpretes, embora em pequeno número, ensinam exatamente isso. As descrições sobre a manhã da ressurreição parecera indicar que a ressurreição teve lugar bem cedo, na manhã de domingo, talvez às três horas da madrugada, ou entre as três floras e as seis horas da manhã. Não contamos com qualquer declaração específica sobre a hora exata. De conformidade com os cálculos dos judeus, o domingo) teria começado às 18:00 horas daquele que ainda consideraríamos como dia de sábado. Portanto, Jesus poderia ter permanecido no túmulo por diversas horas do «domingo», ainda que tivesse ressuscitado tão cedo como a meia-noite de nosso sábado, embora bem dentro do domingo, segundo a maneira de contar dos judeus. Assim sendo, embora tivesse ressuscitado antes da meia-noite do domingo judaico, Jesus ainda estaria morto no túmulo, no domingo. Dessa maneira, esteve no túmulo por «três dias», conforme ele declarou que ficaria. «Três dias e três noites», sendo uma expressão que não precisa envolver mais do que partes desses três dias e noites, não está fora de lugar.


(NOVO TESTAMENTO INTERPRETADO, CHAMPLIN, PÁG 624 comentando Mt 27.1).

quinta-feira, 24 de março de 2016

A JUSTIÇA SEGUNDO CRISTO

Em Mt 5.19-20 lemos: "Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus.
Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus."



Ora temos aqui um discurso de Jesus que de certa forma, seria incompreensível para a nossa geração. Primeiro porque, não entendemos se ele combateu com tanta veemencia os fariseus, que tinham como essencia a Justiça prórpria baseada na lei somente, e na aparencia exterior (qualquer semelhança com alguma Igreja Evangelica fundamentalista não é mera conhecidencia! rs!) , por que então agora ele diz que nós devemos ter uma justiça "superior", mais "excelente" ou "melhor" que os fariseus, ou seja, baseado apenas num cumprimento melhor que eles da lei? Segundo, não somos judeus, e portanto, demoramos a compreender as coisas sob o ponto de vista deles, ou seja, como eles, os primeiros ouvintes, devem ter entendido essa mensagem. 
Assim sendo, quero aclarar o sentido dessa solene declaração de Nosso Senhor citando Strack-BillerBack:

"A questão é esta: Todo cumprimento de um mandamento, enquanto ato de obediência ao legislador divino, contém em si um mérito do israelita, assim como toda transgressão da lei acarreta uma culpa perante Deus. Outros méritos diante de Deus são conquistados mediante dar esmolas, jejuar, praticar obras especiais de amor, e não por último pelo estudo da lei. O que estabelece a respectiva posição jurídica da pessoa diante de Deus é a relação entre os méritos da pessoa e suas dívidas por transgressões. Quando os méritos predominam, a pessoa é considerada “justa” perante Deus. Quando predominam suas dívidas por transgressões, ela é considerada ofensora de Deus. Ainda não está esclarecida a importante pergunta: O que é cumprir a lei? O que é transgredi-la? A velha sinagoga diz que qualquer cumprimento literal da lei deve ser considerado como cumprimento pleno e satisfatório! Em decorrência, a justiça a partir da lei é construída quando o israelita adquire, pela observância pontual ainda que somente exterior das diferentes prescrições da lei, tal quantidade de cumprimentos e tão grande tesouro de méritos, que as transgressões da lei são excedidas em número e peso. Quando existe essa condição do mais, do plus na obediência à lei em relação às transgressões, Deus considera a pessoa como “justa”."



Com isso em mente, entendemos como o Judeu Farizeu pensava, e podemos entao entender em primeiro lugar que o conceito de Justiça de Jesus é diferente já que essa melhor justiça, "exceder em justiça", é na verdade um cumprimento espirtitual, não dependia da Letra da Lei mas, de seu Espírito que gravou a lei em nossos corações quando fomos salvos. Cumprimos de maneira mais excelente, pois, vivemos em obediencia ao Espírito Santo (Rm 8.13-14)
Em segundo lugar, Jesus nao esta defendendo uma Justiça pelas obras ou pela observação da Lei somente mas, ele usa uma Hipérbole, ele exagera o sentido, afim que percebamos que a Lei de Deus é importante e, deve ser respeitada por todo cristão verdadeiro, pois, somente os mundanos, é estão esperando escapar do cumprimento da lei. 
Em terceiro lugar, temos aqui um lembrete de que nem os Farizeus com toda sua religiosidade, liturgia, e apego a letra da lei, poderiam assim, ter acesso ao Reino dos Céus, e aqueles que tiverem a intenção de entrar nele, devem ser muito melhores, muito mais excelentes do que meros estereótipos humanos para serem aceitos por Deus. Infelismente vemos em nossos dias a aparencia de piedade tendo mais valor que a piedade. O terno e a gravata tendo mais valor que o caráter cristão, a saia ou a roupa de manga cumprida ter muito mais aceitação do que uma vida devota a Deus. Parece que estamos voltando aos dias dos farizeus, que enchem os ministérios hoje em dia e exigem das pessoas que façam coisas, proibem coisas que a Biblia não proibe, tudo em nome da religião. 
É possivel ser melhor do que isso, por que o EVANGELHO é melhor do que isso que os homens estão fazendo com ele. 
De nada adianta aponta nosso dedo sujo para o radicalismo islamico se na "nossa severa religião" somos mais fundamentalistas, radicais que eles. Eles matam pessoas, alguns de nós matamos a fé das pessoas.

Olhemos para Jesus, e sua pregação e busquemos ser melhor que os farizeus da atualidade cada dia.


quarta-feira, 23 de março de 2016

AVENTURANDO-SE NA TEOLOGIA DO NT

Acho que uma das aventuras mais fascinantes que se pode fazer pelo estudioso das Escrituras é a viagem pela Teologia do Novo Testamento. Verificar a seiva, o alimento precioso e nutritivo para as nossas vidas das palavras proferidas por Jesus o filho de Deus, ser desafiado pelo Sermão do Monte e pela inconstancia de Pedro, bem como ir a euforia quando o mesmo Pedro se levanta como o pregador do Pentecoste é algo sem igual. Acompanhar o Médico amado, Dr. Lucas em suas viagens missionárias com o grande apóstolo Paulo, fazer missões pelo mundo antigo, plantar igrejas em cidades menos possíveis como a grande Corinto, e acompanhar o desenvolvimento da doutrina do mestre dos gentios, suas cartas, os eventos no primeiro século as minuncias de como viviam, como adoravam e serviam a Deus os primeiros cristãos, bem como os problemas, alguns de natureza grave em que eles estavam envolvidos, é como voltar no tempo, medir as atitudes deles com as nossas, ver que estratégia usaram, e qual estamos usando para edificar a Igreja de nosso Senhor, e levar a mensagem do evangelhos ao povo mais distante, além da ultima fronteira, enquando evangelizamos aqui nossa comunidade, nossa casa, nossa familia, nossa cidade, e observar o resultado que tiveram comparado com nosso pouco esforço hoje é no minimo esclarecedor. Eles oraram tanto, viveram tanto, tornaram-se para todos uma encarnação do evangelho sem abrir mão do amor, de ser Igreja do Senhor. Os problemas que possui os 27 livros canonicos ainda envolvidos na penumbra de não sabermos ao certo qual o melhor texto do NT, tornam essa "escavação" ainda mais valiosa visto que nessa busca por um texto confiável, achamos as mensagens cristalinas de Jesus e de seus apóstolos, causa de tanto gozo e instrução para nós.


Recentemente, por causa disso mudou em mim o conceito de Justiça que eu entendia como perdoar e amar o irmão, e que significa isso mesmo dependendo do texto mas, de forma mais abrangente significa "viver de forma correta" "fazer o certo", e me fez reavaliar alguns textos de novo como o de Mt 5.19-20 sobre o qual jaz um longo debate para saber se o ensino de Jesus compara-se ao dos farizeus que apenas queriam o exterior , a aparencia, uma salvação de si mesmos pelas obras somente, ou se ali Jesus faz uma uso de uma hipérbole afim de forçar o sentido e chamar atenção das pessoas para o fato de a Lei esta em voga, ela seria de fato cumprida.
Ainda prossigo nessa viagem extremamente produtiva acompanhando o Dr. I.Howard Marshall autor da explêndida Teologia do Novo Testamento, diversos testemunhos , um só evangelho, publicado no Brasil pelas edições Vida Nova.






terça-feira, 3 de março de 2015

Mártires da igreja primitiva - ELEUTÉRIO O Jovem Bispo

Mártires da igreja primitiva - ELEUTÉRIO O Jovem Bispo

Mártires do Coliseu é a história da famosa arena de Roma, onde milhares de cristãos primitivos encontraram um fim cruel e sangrento. Porém muito mais que isto, é a história de famosos e santos heróis de Cristo, que aceitaram de bom grado a morte, testemunhando da verdade da fé apostólica.


O Jovem Bispo


1
Cerca de vinte anos após o martírio de Plácido, e no império de Adriano, temos registros de outro episódio extraordinário ocorrido no Coliseu. Demos o título de "jovem bispo" a este capítulo, porque o nosso herói tinha apenas vinte anos quando recebeu o cargo...

 Ele era um jovem e nobre romano, de distinção consular. A sua mãe era uma santa mulher, convertida através do apóstolo Paulo, e posteriormente submetida ao martírio juntamente com o filho. O rapaz chamava-se Eleutério. Trazido sob os cuidados de sua piedosa mãe e de Anacleto, fez rápidos progres­sos na vida de santidade. Tão grande eram a sua piedade e pureza, que aos dezesseis anos foi ordenado diácono; aos dezoito, pastor; e aos vinte, bispo de Aquiléia (Veneza).

As pregações do jovem bispo estavam resultando numa grande colhei­ta de almas, e o seu nome foi levado pelas asas da fama aos ouvidos de Adriano. A política hipócrita desse imperador era mostrar fidelidade aos deuses perseguindo os mais notáveis dentre os cristãos. Em seu retorno do leste, ouviu falar de Eleutério, e enviou um de seus generais, chamado Félix, com duzentos homens, para prenderem o bispo e trazê-lo a Roma.

Quando Félix chegou com os soldados, encontrou Eleutério na igreja, pregando a uma multidão. Postou os soldados em volta da igreja, e entrou com alguns dos mais confiáveis para agarrarem o pregador. Mal Félix entrara no templo, e a graça de Deus entrou-lhe no coração. Ele foi tocado pela solenidade da reunião. O silêncio e a devoção dos cristãos no templo do Altíssimo, a luz celeste brilhando à volta do bispo, a unção e a eloqüência com que ele falava, deixaram o soldado pagão preso ao solo, em temor e reverência. Ele esperou até que o sermão terminasse, mas em vez de se lançar sobre o servo indefeso de Cristo, e arrastá-lo ao martírio, pôs-se de joelhos no centro da igreja, orando ao Deus verdadeiro. O povo foi tomado de surpresa, e os soldados olhavam uns para os outros estupefatos.

O primeiro a tirá-lo de seus pensamentos foi o bispo, que, tocando-lhe o ombro, falou: — Levanta-te, Félix. Eu sei o que te trouxe aqui. É da vontade de Deus que eu vá contigo para glorificar o seu nome.

O general despertou como que de um sonho maravilhoso, e proclamou a sua crença no Deus dos cristãos.

Na jornada para Roma, ao chegarem a um grande rio (provavelmente o Pó), pararam à sua margem para descansar num lugar sombreado. Eleutério, cujo coração ardia de zelo e amor, agarrava cada oportunidade para trazer almas a Cristo. Reunindo o grupo à sua volta, falou por um bom tempo da fé cristã. Seu fervor e eloqüência não apenas os convenceu, como arrancou lágrimas de muitos daqueles soldados rudes e ignorantes. Quando ele acabou de pregar, o general Félix anunciou em alta voz: — Não comerei enquanto não for batizado!

O bispo, depois de lhe dar mais algumas instruções, batizou-o, bem como a alguns dos soldados, antes de deixarem as margens do rio.

Quando chegaram a Roma, o imperador ordenou que trouxessem Eleutério perante ele. 0 bispo foi conduzido a uma das salas do palácio do Palatino, onde ficava o trono de Adriano. Ao ver o mártir diante de si, o imperador foi tocado por sua beleza e modéstia; a peculiar doçura de sua fisionomia, combinada com a nobreza e a majestade, forçou o perseguidor pagão a olhar o servo de Cristo com um sentimento que beirava ao temor reverente. O imperador bem sabia que o pai de Eleutério três vezes envergara a dignidade consular em seu próprio reinado, e ele via na jovem vítima diante de si todo o induzimento à misericórdia e à compaixão que a riqueza, a linhagem e o talento podem oferecer. A princípio, dirigiu-se suavemente ao moço, pretendendo cativá-lo e seduzi-lo com sua amizade e uma posição no palácio imperial. Mas percebendo que o nobre mancebo era imutável em sua profissão ao cristianismo, deu expan­são a toda a cólera que o orgulho e o diabo podiam despertar-lhe na alma. Os Atos desse mártir oferecem uma porção da conversa de ambos; é tão bela e emocionante, que vamos traduzi-la:

"O imperador indagou: 'Como é possível que tu, um homem tão ilustre, te entregues à tola superstição de acreditar num Deus que foi crucificado pelos homens?'

"Eleutério permaneceu em silêncio. Novamente o imperador falou-lhe: 'Responde a per­gunta que te fiz. Por que te entregaste à escravidão da superstição, e serves a um homem morto, que sofreu a miserável morte de um criminoso?'

"Levantando os olhos ao céu, Eleutério respondeu: 'A verdadeira liberdade somente é encontrada no serviço do Criador do céu e da terra'.

"Num tom mais compassivo, Adriano prometeu: 'Obedece minhas ordens, e dar-te-ei um posto de honra em meu palácio'.

"'Tuas palavras', tornou Eleutério, 'estão envenenadas com engano e amargura'" (Bolandistas, 18 de abril).

Adriano enfureceu-se com esta resposta, e ordenou que a cama de cobre fosse preparada para o servo de Deus. Tratava-se de um instrumento de tortura largamente usado nessa época de perseguição. Será melhor compreendido se o chamarmos de grande grelha. Consistia de diversas barras de cobre ou latão cruzadas, sustentadas por pés de vinte e três centímetros de altura; sob a grelha ateava-se o fogo para consumir os mártires. De qualquer modo, é estranho o fato de Deus haver permitido que bem poucos mártires encontrassem a morte nesse medonho instrumento.1 Eleutério não seria vítima dele.

Fora estabelecido pelas leis de Augusto que a execução de criminosos e malfeitores fosse pública, e que um pregoeiro anunciasse ao povo os crimes que levaram o ofensor ao seu fim miserável. Esta lei, que era sabiamente destinada a coibir outros de cometerem o mesmo crime, estava em vigor no tempo de Adriano. Embora a sua aplicação se houvesse tornado arbitrária no governo de alguns tiranos que desgraçaram o trono de Augusto, no caso dos cristãos ela era cumprida além dos limites de suas exigências. O cristianismo era o maior crime contra o Estado; um homem poderia ser acusado de assassinato, conspiração, ou roubo, e ainda assim escapar com uma leve punição, ou ser condenado a lutar por sua vida com os gladiadores do Coliseu; contra os cristãos, porém, dirigiam-se todos os horrores da crueldade paga.

Em cumprimento desta lei, um pregoeiro foi trazido à cidade para anunciar a sentença pronunciada pelo imperador sobre o bispo Eleutério. Ajuntou-se imensa multidão; os Atos dizem que todo os moradores de Roma acorreram para testemunhar a execução.2 O grande Deus, a quem eles não conheciam, os estava convidando a reconhecer o seu poder, e a servi-lo, em vez de aos ídolos.

Quando o fogo foi ateado, e as chamas lambiam a grade de cobre, o mártir foi despido, levantado pelas mãos rudes dos soldados para a cama de tortura. Nenhum peregrino de pés feridos estendeu seus membros cansados num leito de musgo com tanto alívio e refrigério como fez o bispo Eleutério em sua cama de fogo. Os elementos da natureza são criação de Deus: obedecem ao seu comando. Depois de uma hora, durante a qual permaneceu acorrentado a grade, sem se queimar, e sem que um único fio de seu cabelo fosse chamuscado, o jovem foi solto.

Agarrando o momento oportuno, ergueu a voz e pregou um eloqüente sermão aos romanos trazidos ali pela curiosidade:

"Romanos", bradou o mártir, "ouvi-me! Grande e verdadeiro é o Deus Onipotente. Não há outro Deus além deste que vos foi pregado pelos apóstolos Pedro e Paulo, através de quem, muitas curas e outros milagres foram realizados entre vós, e por meio de quem o impiedoso mago Simão foi derrotado, e os ídolos surdos e mudos, como os que o vosso imperador adora, foram feitos em pedaços".

Adriano, que a tudo ouvia, espumou de raiva, e ordenou fosse preparado outro instru­mento de tortura ainda mais terrível. Uma imensa frigideira, cheia de óleo e piche, posta sobre uma grande fogueira. Quando a composição da caldeira estava fervendo e espumando, o imperador advertiu uma vez mais a Eleuterio: — Ao menos tenha pena de tua juventude e nobreza, e não mais incorras na ira dos deuses, ou logo estarás como esse óleo fervente.

Eleuterio sorriu à ameaça do imperador.

— Admira-me — proferiu ele — que tu, que sabes tanta coisa, nunca hajas ouvido falar dos três jovens lançados na fornalha ardente da Babilônia. As chamas subiram a mais de vinte metros, e no meio desse fogo, eles cantaram e regozijaram-se, porque estavam passeando com o Filho do Deus a quem eu adoro - indigno sacerdote seu que sou - e que nunca me abandonou, desde a minha infância.3

Havendo declarado isto, saltou para a panela em ebulição. No momento em que a tocou, o fogo extinguiu-se, e a massa espumante de óleo e piche esfriou e endureceu. O santo mártir, voltando-se ao imperador indagou: — Agora, quais são tuas ameaças? O teu fogo, a tua grelha, e a tua frigideira tornaram-se para mim cama de rosas, e não puderam me ferir. Oh, Adriano! Teus olhos acham-se escurecidos pela incredulidade, por isso não enxergas as coisas de Deus. Reconhece tua insensatez, arrependa-te de tuas más ações, e chora sobre tua infelicidade de não teres, até agora, conhecido o único e verdadeiro Soberano do céu e da terra.

Adriano não se converteu mediante este milagre; contudo, relaxou o rigor da perseguição aos cristãos, após a morte de Eleuterio. Ele deve ter ficado atônito diante do que viu. Os milagres acontecidos à maioria dos cristãos trazida diante dele, a ineficácia dos mais terríveis tormentos que ele podia imaginar, a candura e a retidão externadas na conduta dos cristãos devem ter-lhe aberto os olhos e suscitado dúvidas no coração com respeito à verdade do paganismo, pois, conforme afirmam alguns historiadores, poucos antes de sua morte, ele resolveu erigir um templo ao Deus dos cristãos.

Quando se deu com Eleuterio o milagre acima mencionado, e ele dirigiu-se a Adriano na sublime e destemida linguagem de reprovação à sua insensatez, o soberano, confuso, não foi capaz de replicar, e mordeu os lábios com raiva. Encontrava-se ali um dos bajuladores do palácio, o prefeito da cidade, que vendo a perplexidade e derrota do imperador, declarou:

— Grande Imperador! O mundo inteiro, de leste a oeste, está sob o vosso controle, e todos tremem sob vossas palavras, exceto este jovem insolente. Deixai vossa majestade orde­nar que seja levado à prisão, e eu prepararei um instrumento no qual ele não mais vos insultará. Amanhã, vereis o vosso triunfo em meu anfiteatro, perante todo o povo romano."

Estas palavras trouxeram alívio ao frustrado imperador, que imediatamente ordenou fosse Eleuterio entregue a Corribono, o prefeito, que o trataria conforme achasse melhor. Entretan­to, o servo de Deus ouvira o que fora dito e, cheio de inspiração divina, bradou aos ouvidos do imperador, bem como dos soldados que o estavam levando embora:

— Sim, Corribono, amanhã verás o meu triunfo, que será o triunfo de meu Senhor Jesus Cristo!

Corribono empreendera derrotar o poder do Altíssimo. Ele nada sabia do grande Ser contra quem estava contendendo. Em poucas horas, ele veria que, no Deus dos cristãos, a misericórdia é ainda maior que o poder. Esta misericórdia lançaria sobre ele o seu manto, e em resposta às orações de sua vítima, ele passaria de perseguidor a vaso escolhido. Ele não sabia que as últimas palavras do jovem bispo eram uma profecia da qual ele tomaria parte, e que antes de o sol se pôr no dia seguinte, ele estaria cantando os louvores eternais ao grande e misericordioso Deus dos cristãos, no reino do triunfo real e da felicidade verdadeira.

As cenas que se seguem são extremamente interessantes; chegamos a um dos mais extraordinários acontecimentos já testemunhados pelas velhas paredes do Coliseu.



2

Corribono fez tudo o que estava ao seu alcance para assegurar o sucesso de seu empreen­dimento. Como não houvesse jogos públicos marcados para o dia seguinte, pregoeiros saíram pela cidade anunciando um entretenimento especial. A fama do cristão invulnerável espalhara-se para longe. A mágoa do imperador desconcertado, e a promessa de Corribono de preparar uma nova e terrível máquina que asseguraria a destruição do cristão, despertaram o interesse do povo, que acorreu aos milhares na manhã seguinte, ao Coliseu. Isso fora arranjado pela providência de Deus, para que não apenas os romanos, mas o mundo, e as gerações futuras, reconhecessem-lhe o poder e glorificassem-lhe o nome.

Corribono passou algum tempo imaginando um instrumento de tortura. O imperador e o povo esperavam por algo terrível, que levasse à morte de um modo jamais visto no anfiteatro. Contudo, o resultado de seu labor foi um instrumento que revelava brutalidade e ignorância, mas não inovação e arte. Somos tentados a rir quando lemos que o seu invento nada mais era que uma enorme caldeira com tampa, onde despejariam óleo, piche, resina, e alguns ingredientes venenosos nausea­bundos. Então, quando o fogo houvesse aquecido a mistura à uma temperatura escaldante, o mártir seria jogado nela, e consumido, segundo calculara Corrobone, num instante.

O sol já vai alto no céu, e os gritos ensurdecedores vindos do Coliseu revelam-nos que as bancadas estão lotadas com a plebe impaciente. A imensa caldeira acha-se no centro da arena, e a lenha, ardendo sob ela. O ar está impregnado com os vapores do composto heterogêneo, e a fumaça espessa e negra sobe ao céu sem nuvens. Dois ou três homens seminus, e de aparência tenebrosa, alimentam as chamas com as achas, e mexem o conteúdo fervente e crepitante da caldeira. O quadro lembra as visões que alguns já tiveram do Inferno. Pode-se sentir os demônios à roda, clamando pela morte do cristão; há fogo, tormenta, e ódio contra Deus, O que mais haverá no Inferno, senão a sua maldição eterna?

O imperador e o prefeito chegaram, e alguns jogos entre os gladiadores e as bestas feras são assistidos com o deleite e a exaltação habituais. No entanto, a grande atração desse dia é a caldeira fumegante no centro da arena.

Após cada competição entre gladiadores e animais, as vozes agudas ecoam pelas arquiban­cadas, exigindo o cristão. O imperador e o prefeito submetem-se alegremente à importunação da ralé. E "na terceira hora", descrevem os Atos, Eleutério é trazido à arena. Ele parece jovem, belo e animado, enquanto caminha, com pesadas correntes nos pés e nas mãos, em direção ao tribunal do imperador e do prefeito. Quando ele chega sob o trono do imperador, Corribono pede silêncio com a mão, e fala em voz alta:

— Todas as nações obedecem ao poder de nosso grande imperador. Somente tu, jovem desprezas seus desejos. Porque não lhe obedeces às ordens, e não adoras aos deuses e deusas a quem ele adora, por Júpiter, serás lançado na caldeira fervente.

As últimas palavras, ele as pronunciou apontando à caldeira em ebulição. Ele conjeturara uma vitória sobre o mártir, e achara que bastaria empregar as ameaças com que costumava aterrorizar seus escravos covardes. Eleutério, sem demonstrar qualquer sinal de medo ou preocupação, respondeu sossegadamente ao prefeito:

— Corribono, ouve-me. Tu tens o teu rei, que te fez prefeito. Eu tenho o meu Rei, que me fez bispo. Agora, um dos dois há de vencer, e o vencedor há de ser adorado por ti e por mim. Se a tua caldeira suplantar-me a fé, servirei ao teu rei; mas se ela for vencida por meu Rei, tu deveras adorar ao Senhor Jesus Cristo.

Então os lictores o agarraram, e rasgaram-lhe as vestes. Enquanto o conduziam à caldeira, ele orou em voz alta: — Senhor Jesus, tu és a alegria e a luz de todas as almas que em ti crêem! Tu sabes que todos os sofrimentos, por causa do teu nome, são para mim prazeres. Mas para mostrar que todo elemento resiste àqueles que se te opõem, não permite que teu servo seja consumido nesta caldeira.

Ele foi arremessado dentro da massa borbulhante, e a grande tampa, posta em cima.

No anfiteatro, o silêncio era de morte. As pessoas inclinavam-se à frente, com a respiração suspensa; esperavam algo extraordinário. Outro minuto passou-se em silêncio. O fogo ainda crepitava, e a caldeira não se fizera em pedaços; o mártir devia estar morto. O imperador sorriu, e Corribono esfregou as mãos, antecipando a alegria de seu triunfo imaginário. Após alguns minutos de suspense, o imperador ordenou que a tampa fosse removida, para ver se restara alguma coisa do mártir...

Toda honra e glória ao Deus eterno! Ele ri de seus inimigos, e reduz a nada as suas maquinações. Eleutério estava ileso; nenhum fio de seu cabelo fora tocado, nenhuma fibra em seu corpo estava encolhida, movimento algum de suas feições demonstrava dor. Calmo, belo e recolhido, ele mais parecia ter estado em suas devoções diárias na capela episcopal, que mergulhado numa caldeira de óleo em ebulição, perante milhares de espectadores romanos. Quando ele empertigou-se na arena, um murmúrio de surpresa percorreu o anfiteatro. Estu­pefato, o imperador Adriano parecia fixo ao chão; ele olhou para Corribono com os olhos faiscando de raiva.

Naquele instante, porém, a graça de Deus alcançara o coração do prefeito. Correndo para o imperador, ele apelou com veemência:

— Oh, grande imperador! Creiamos neste Deus que protegeu seu servo desta maneira. Este jovem é de fato um sacerdote do Deus verdadeiro. Se um dos nossos sacerdotes de Júpiter, de Juno, ou Hércules, fosse jogado nesta caldeira, iriam os seus deuses salvá-los assim?

As palavras de Corribono caíram como estampido de trovão nos ouvidos de Adriano. Inconversível em sua superstição, e endurecido em sua impiedade, a repentina mudança operada pela graça no coração de Corribono elevou-lhe a indignação ao mais alto grau.

— O que?! — Bradou ele, após uma pausa momentânea. — Es tu mesmo, Corribono, que ousas falar assim? Teria a mãe deste miserável te subornado para trair-me? Eu te fiz prefeito, dei-te ouro e prata, e agora tu te voltas contra mim para ficares do lado deste cristão odiado! Agarrai-no, lictores, e deixai o sangue deste velhaco misturar-se ao óleo fervente da caldeira!

— Ouve-me por um instante, grande Imperador! — clamou Corribono. — As honras e favores que me tens conferido são efêmeras e temporais. Enquanto estive no erro, não pude ver a verdade que agora resplandece diante de mim. Se desejas escarnecer do Deus dos cristãos, e permanecer vítima de tuas tolices e impiedade, faze-o. Quanto a mim, a partir deste momento, creio que Cristo é o verdadeiro Deus. Nego que teus ídolos sejam deuses, e creio nEle, no único Deus grande e poderoso, a quem Eleutério prega.

Adriano bateu o pé no chão, enfurecido, e fez um sinal para que os lictores levassem de uma vez o prefeito à arena, para ser executado.

Ao chegar ao centro da arena, levado pelos lictores, Corribono lançou-se de joelhos e pediu a Eleutério:

— Homem de Deus, ora por mim, imploro-te, para que este Deus, a quem hoje confesso ser o único, me dê daquela proteção dada ao general Félix, para que eu possa desafiar os tormentos do imperador.

Eleutério vertia lágrimas de alegria. Agradeceu a Deus de todo coração pela conversão de Corribono, e pediu que o Todo-Poderoso o fortalecesse para suportar os tormentos que estava para sofrer.

O prefeito foi jogado dentro do caldeirão que ele mesmo preparara com a intenção de destruir Eleutério. A tampa foi fechada, e ele permaneceu no horripilante instrumento por vários minutos. Quando a caldeira foi destapada, ele ainda estava vivo, ileso, e sem dor; estava cantando louvores ao Deus verdadeiro, de cujo poder e divindade ele não mais duvidava. E, embora não se passara ainda dez minutos desde que deixara de ser um pagão, a sua fé já era inabalável como uma montanha.

O imperador, vendo que Corribono também escapara ao poder destrutível da caldeira, ordenou que os gladiadores os despachassem à vista da multidão.5

O nobre prefeito caiu na arena do Coliseu, sob o olhar e a bênção de Eleutério. A sua Pronta e generosa resposta ao chamado da graça o fez merecer a coroa inigualável do martírio. A riqueza, os amigos, a família, tudo fora abandonado sem um murmúrio ou adeus, e os tormentos e a morte, aceitos com animação. Que fé, que confiança, que amor expressados na confissão de um novo convertido! Que troca feliz ele fez!

Possamos nós, nascidos na fé, e nela criados, conhecê-lo nas mansões brilhantes da alegria eterna.



3

Quando contemplamos as maravilhosas obras de Deus, como se nos expande a mente, e como se nos aquece e eleva o coração! Alguém afirmou que a nossa razão pode, sozinha compreender todas as coisas dentro dos confins da vasta criação, e calcular tudo o que não está além do céu. Mas tolo e absurdo é o homem que não reconhece a influência sempre presente de Deus. Existem mistérios e maravilhas na natureza, e graça em cada momento que nos cerca, que não podem ser percebidos e explicados pelo intelecto humano.

É estranho que o homem se ache disposto a reconhecer o poder e as maravilhas de Deus na criação material, mas lhe negue a glória que Ele exige para obras similares na ordem espiritual. Há muitos, em todas as posições, entre os cristãos e os incrédulos, entre os instruídos, os ricos e os pobres, que são, inconscientemente, preconceituosos contra Deus na manifestação de seu poder através do homem. Ele pode suscitar portentos nas órbitas rotativas do firmamento; os animais brutos, e até as pedras da natureza inanimada, podem tornar-se instrumentos dos mais maravilhosos efeitos; mas no momento em que as leis ordinárias da natureza são suspensas a favor de nossos semelhantes - a favor de um ser racional, obra-prima de Deus - surgem dúvidas, receios, e uma inexplicável relutância em acreditar. A maioria das intervenções manifestas do poder divino é explicada como acaso, alucinação, ou destreza; e onde não há testemunha ocular, o fato é imediatamente negado. É isto o que ocorre com todas as coisas estranhas registradas na história do passado. Quando lemos sobre algum milagre na vida de um homem de Deus, predispomo-nos logo a duvidar; pensamos que, talvez, o registro surpreendente seja invenção para entreter-nos. Assim, alguns dos mais consoladores e maravilhosos traços da providência paternal de Deus por seus filhos sofredores são lançados ao vento, tão inacreditáveis quanto os mitos do paganismo. Não existirá alguma nódoa do espírito corrompido do mundo e do Diabo no sentimento de orgulho, desdém e incredulidade com que tratamos as obras de Deus?

Nem tudo o que a história conta é verdadeiro; nem tudo, porém, é falso. Há relatos sagrados e tocantes das provações e dos triunfes dos mártires, preservados nos arquivos da Igreja, e a nós transmitidos com seu selo e autoridade; são, de fato, prodigiosos, mas não impossíveis nem estranhos, se considerarmos os apertos dos terríveis dias de perseguição, Seria precipitado, desrespeitoso, e não condizente com os sentimentos filiais, se os filhos da Igreja jogassem fora os Atos de seus mártires, como se fossem histórias inúteis, simplesmente por serem estranhos. Por que pôr limites ao poder e a bondade de Deus?

Retornemos, então, com amor e respeito aos Atos de Eleutério. Temos milagres ainda mais maravilhosos e palpitantes para relatar. O Coliseu está para ser, novamente, testemunha de eventos surpreendentes na carreira desse mártir. É difícil dizer se somos mais afetados pela crueldade do imperador cego, ou pela impaciência incansável de Deus, em operar milagres após milagres através da juventude e santidade de Eleutério.

Após a morte de Corribono, o bispo foi levado à prisão. Enfurecido, Adriano rasgou seu manto purpúreo, e retirou-se para o salão imperial para dar vazão a sua raiva impotente. Convocou os cortesãos, e ofereceu uma grande recompensa a quem sugerisse um modo de acabar com o incômodo cristão. Os planos sugeridos foram numerosos e cruéis, mas Adriano selecionou um que causaria menos excitamento no povo, mas parecia levar inevitavelmente à morte.

O bispo foi confinado numa prisão repugnante, sem comida e sem iluminação, até que seu corpo exausto não mais pudesse realizar as funções vitais. O imperador ordenou que as portas do cárcere fossem trancadas, e as chaves trazidas ao palácio, para garantir que nenhum suborno ou traição lhe roubasse a vítima. Todavia, paredes de pedra e barras de ferro não podem impedir a entrada do Espírito de Deus.

A cela escura e subterrânea ficava abaixo do nível da cidade. A única luz ou ar que podia entrar ali vinha através de um pequeno buraco, mais ou menos do tamanho de um tijolo, num dos cantos do teto. O acúmulo de sujeira, o ar fétido, e a escuridão faziam a imaginação recuar diante da sorte terrível de ser condenado a passar dias e noites e semanas naquela prisão, para satisfazer à crueldade e à justiça do governo pagão. A história é repleta de cenas angustiantes, de demência, desespero e morte, que punham fim à carreira das vítimas desses lúgubres calabouços.

Alguns, esfomeados, comiam a carne dos próprios braços; outros, desesperados, batiam o crânio contra as paredes rochosas do cárcere, ou estrangulavam-se. Seus corpos insepultos eram deixados a deteriorar-se na masmorra, intensificando os horrores daquele lugar para as próximas vítimas do desagrado imperial. Não obstante, estas mesmas celas eram lar de luz e paz para os servos de Deus. A solidão, o escuro, e o confinamento eram fontes de alegria sobrenatural, que arrebatavam-lhes a alma no antegozo da felicidade celeste.

Quando as pesadas portas de ferro se fecharam sobre Eleutério, ele foi cheio da alegria celestial. Deus não apenas o acompanhou para dentro da cova, como proveu-lhe alimento todos os dias. A cada manhã, uma bela pomba entrava pela estreita abertura no teto, e deixava alguma delicada iguaria aos pés do mártir.6

Ao final de quinze dias - dias de felicidade e animação para o servo de Cristo - o imperador enviou as chaves do cárcere com uma ordem para que verificassem se a morte havia levado Eleutério. Ao ser informado de que ele ainda vivia, e até parecia feliz e contente com a sua vil prisão, Adriano foi uma vez mais possuído pela raiva. Mandou que lhe trouxes­sem Eleutério. Ele esperava encontrar o jovem reduzido a um esqueleto, e humilde e aterrori­zado, como alguns prisioneiros pagãos que ali ficaram por poucas horas. Qual não foi sua surpresa, ao vê-lo mais belo e saudável que nunca - "in flore primae juventutis velut ângelus fulgens"7 - e mais firme em sua resolução de adorar somente a Cristo, confrontando destemi­damente ao tirano, e reprovando-o por sua impiedade.

Adriano mandou então que o bispo fosse amarrado a um cavalo selvagem, e arrastado pelos pavimentos maciços das estradas romanas, e assim, esfolado e feito em pedaços. A sentença foi executada. Mas no momento em que o cavalo foi solto, um anjo desatou os nós que prendiam Eleutério, e levantando-o, colocou-o no lombo do animal.8 Sem demora, o cavalo lançou-se através dos campos, carregando sua preciosa carga, e só parou ao chegar ao topo da montanha mais alta e deserta da cordilheira Sabina, dos Apeninos. A liberdade da montanha, a brisa fresca que espalhava à sua volta o aroma de milhares de flores, e a extravagante visão dos vales verdes, formavam um enorme contraste com os horrores do calabouço, de onde ele viera.

Enquanto o bispo extravasava sua gratidão ao único e verdadeiro Deus, os animais selva­gens reuniram-se à sua volta, como que para dar as boas-vindas ao homem piedoso, enviado para viver entre eles. Eleutério passou algumas semanas em feliz solidão, alimentando-se de raízes e frutas, e entoando louvores a Deus. Ele almejou chegar aos jardins eternos do céu, que via palidamente refletidos na beleza terrena ao seu redor. Deus, porém, tinha outras provações e triunfes ainda maiores para o seu servo fiel.

Certo dia, alguns caçadores romanos estavam passando pela cordilheira Sabina, quando viram, à distância, um homem ajoelhado no meio dos animais selvagens. Voltaram correndo a Roma, e relataram a estranha visão. Pela descrição, o povo percebeu tratar-se de Eleutério, que mais uma vez escapara ao terrível destino que lhe preparara o imperador. Se um raio houvesse fendido a terra ao meio, e posto Adriano à beira do abismo, ele não teria ficado mais surpreso que ao ouvir esta notícia. Ordenou que um comandante do exército marchasse imediatamente para as montanhas, com mil homens, e agarrasse Eleutério.

Quando os soldados chegaram ao ponto indicado pelos caçadores, encontraram o santo homem cercado por um imenso grupo de feras, como guarda-costas, que os desafiavam a aproximar-se. Os soldados romanos eram corajosos, e lutavam desesperadamente contra inimi­gos da mesma espécie, mas havia algo sobrenatural naquela cena, que os enervava e acovardava.

Após muita exortação e intimidação por parte do general, alguns deles avançaram para agarrar Eleutério, mas teriam sido rapidamente despedaçados pelos lobos, se o bispo não lhes houvesse ordenado, em voz alta, que se aquietassem. Os animais obedeceram-no imediata­mente, e acomodaram-se aos seus pés, como se temessem uma punição. Eleutério ordenou-lhes que se retirassem para suas tocas nas montanhas, e agradeceu-os, em nome de Deus, pelos serviços que lhe prestaram. O bando de feras foi embora, deixando Eleutério a sós com os soldados.9

Reunindo aqueles homens à sua volta, Eleutério falou-lhes em linguagem bela e poderosa, convidando-os a reconhecer o poder do Deus verdadeiro, a quem até as bestas feras obede­cem. Fê-los ver a insensatez de adorar um pedaço de mármore esculpido, ou de madeira pintada, e explicou-lhes que somente Aquele que reina dos céus pode dar a vida e a felicidade eternas. Antes que o sol se pusesse nesse dia auspicioso, seiscentos e oito soldados robustos da guarnição romana foram regenerados, e passaram pelas águas batismais. Entre os convertidos havia alguns capitães de famílias nobres, favoritos do imperador. Eles propuseram deixar livre Eleutério, e voltarem a Roma sem ele. O santo bispo sabia, porém, que apenas atrairiam sobre si a indignação de Adriano, e suas famílias sofreriam uma perseguição que a sua fé iniciante ainda não seria capaz de suportar. Ademais, ele ansiava receber a coroa do martírio, que ele sabia, por inspiração, haveria de receber no final. Acompanhou animadamente os soldados, a fim de apresentar-se uma vez mais perante o imperador de coração duro e cruel.

A agitação na cidade, quando viram que Eleutério retornara, foi além da descrição. Não faltou nenhuma das cenas já dantes mencionadas; elas tiveram lugar diante de milhares de espectadores, e foram discutidas em todos os círculos. Os ociosos do Fórum permaneceram em demoradas conversas sobre o cristão milagroso. A causa do imperador tornara-se a causa deles. Havia muitos entre eles mais malvados e cruéis que o próprio Adriano, e que rivalizavam com ele no ódio aos cristãos. Não foi a simpatia, mas antes a curiosidade e a indignação que os reuniram à volta do mártir de Jesus Cristo.

Adriano bem sabia quais eram os sentimentos da turba, e desejava satisfazer-lhe as pai­xões; por isso, sentia-se obrigado a condenar Eleutério uma vez mais à execução pública. Contudo, sentia-se subjugado; sua mente fora mudada em relação aos cristãos. Embora sofresse tanto nas mãos de Adriano, o jovem bispo de Aquiléia seria a sua última vítima. A ordem foi emitida. O povo reuniu-se novamente no Coliseu para testemunhar a execução de Eleutério. Os eventos ocorridos no anfiteatro nessa ocasião foram tão terríveis quanto estra­nhos, e formaram um trágico final para esta maravilhosa história.



4

A manhã de dezoito de abril de 138 d.C. deve ser memorável nos anais da grande cidade, não apenas pela paixão de um dos maiores mártires, mas pela morte de milhares de pessoas, que tiveram um fim intempestivo, nesse dia, dentro dos muros do Coliseu. Os demônios foram soltos por uma hora no anfiteatro, e deixaram a mancha indelével de sua presença nos registros de blasfêmias, crueldade e carnificina.

Sem dúvida, os espíritos do mal estavam mais irritados que o imperador pagão diante da constância de Eleutério. Seus milagres e orações diárias estavam aumentando as fileiras do cristianismo; milhares de pessoas começavam a temer o nome do Deus verdadeiro. As execu­ções públicas, que objetivavam intimidar o povo, tornaram-se fontes de conversão. Elas eram evidências oculares do poder do Deus vivo, e do poder e da sublimidade da fé cristã, que elevava os homens acima da paixão e do medo, e os capacitava a sorrir, com a liberdade dos •«tires, diante daquilo que constituía para os pagãos a maior das catástrofes: a separação da alma e do corpo. O sangue dos mártires fertilizava o solo da Igreja, e a cada um que caía, bilhares eram ganhos.

No dia em que Eleutério caiu vítima da espada do executor na arena do Coliseu, diferentes emoções animaram a multidão que presenciou o assassinato. Alguns estavam agitados pela curiosidade diante dos milagres operados em favor do jovem bispo, enquanto outros se encolerizavam como as fúrias do inferno pelo sangue dos cristãos.

Havia também cristãos entre eles, alegres e orgulhosos de seu campeão, que conferia tanta honra à Igreja, e tanta glória ao nome de Deus. Sem dúvida, estavam misturados à multidão alguns dos soldados batizados por Eleutério, poucos dias antes, ao pé das montanhas Sabinas Como as lágrimas de gratidão e condolência devem ter rolado pelas faces bronzeadas daqueles guerreiros endurecidos, quando viram o jovem bispo maltratado pelos lacaios do imperador! A fé cristã amolece o coração no momento em que o penetra; transforma em brandura, simpli­cidade, e amor as tendências brutais da natureza mais feroz: o pagão que ontem encurvava-se deliciado sobre as cenas de carnificina e crueldade, vira hoje a face, cheio de horror e desgosto.

O sol está alto no céu, e derrama seus raios meridianos em ardente esplendor sobre a cidade. De todas as partes, o povo acorre aos magotes para o seu anfiteatro favorito. A maioria esteve presente quando Eleutério foi jogado na caldeira de Corribono, e espera ver, agora, algo igualmente milagroso. Eles não serão desapontados.

O imperador chega com toda a sua corte. Ele parece triste e ansioso. A idade avançada e as muitas viagens revelam-se em sua avantajada compleição. Ele senta-se pesadamente no diva carmesim, no estrado real. Adriano teme a repetição de suas derrotas ao contender com o anjo da Igreja, a quem seu coração cruel e a voz da turba trouxeram uma vez mais à arena. Levado pelo orgulho a idéias absurdas de poder, e demasiadamente fraco de espírito para sofrer desapontamentos, teria dado metade do Império para ver-se livre de Eleutério.

As trombetas soaram. Os jogos tiveram início. Alguns gladiadores desfilaram à roda da arena, e saudaram o imperador com as palavras usuais: — Salve, César! Aqueles que vão morrer te saúdam!10

Alguns leões e tigres foram exibidos, dando cambalhotas por alguns momentos. Os pobres animais cativos apreciaram a luz e o ar puro, ao saírem das escuras e fétidas covas do Coliseu. Então as trombetas soaram novamente, e os gladiadores puseram-se a lutar. Algum sangue é derramado - um cativo de Trácia cai ferido.



"E de seu lado, as últimas gotas, vazando lentamente

do talho vermelho, caem pesadamente, uma a uma,

como as primeiras de uma chuvarada; e agora

a arena flutua à sua volta. Ele se vai

antes que cessem os gritos inumanos que aclamam o vil vencedor."



Um brado agudo levantou-se da multidão, pedindo a execução de Eleutério. A ordem foi dada, e o jovem, trazido em cadeias. Seu semblante agradável e angelical brilha mais belamen­te que nunca. Ele olha animadamente para as bancadas repletas de gente. Os gritos terríveis foram substituídos por um silêncio aflito, enquanto ele se movia com passos firmes ao centro da arena. Um pregoeiro ia adiante dele, anunciando em alta voz: — Eis aqui Eleutério, o cristão!

Um mensageiro foi enviado pelo imperador para indagar se ele sacrificaria ao deus Júpiter. Uma resposta severa e cortante sobre os demônios representados por Júpiter provou que o mártir achava-se mais destemido e invencível que nunca. Adriano ordenou que algumas bestas feras fossem soltas para devorá-lo.

Uma das passagens subterrâneas foi aberta, e uma hiena entrou na arena. O animal parecia assustado, e pôs-se a correr de um lado para o outro; depois, encaminhou-se gentilmente para o local onde Eleutério estava ajoelhado, e deitou-se como se temesse aproximar-se do servo de Deus.

O guardador, percebendo a indignação e o desapontamento do imperador, soltou um leão faminto, cujo rugido aterrorizou a multidão. O rei da selva correu em direção a Eleutério, não para dilacerar-lhe as carnes, mas para afagá-lo. O nobre animal abaixou-se diante do mártir, e chorou como um ser humano. "Quando o leão foi solto", contam os Atos, "ele correu para o abençoado Eleutério, e chorou diante do povo como um pai que não via o filho após longa separação, e lambeu-lhe as mãos e os pés".11

Seguiu-se uma cena emocionante. Algumas pessoas gritaram que Eleutério era um mágico, mas um raio do céu atingiu-as, e elas foram mortas em seus assentos. Outros bradaram pela liberdade do bispo, enquanto muitos, no entusiasmo do momento, gritaram: — Grande é o Deus dos cristãos!

O espírito do mal entrou nos piores dentre os pagãos, e em louco frenesi, eles caíram sobre os que haviam aclamado ao Deus dos cristãos, e os mataram. Foram atacados, em desforra, pelos amigos de suas vítimas, e o que sucedeu foi um horrendo derramamento de sangue. O anfiteatro inteiro estava em comoção, e nada se ouvia além dos berros do populacho enfurecido, que se rasgava em pedaços, e dos gritos aterrorizados das mulheres, misturados aos gemidos dos que morriam.

Adriano mandou que as trombetas soassem altas e claras, exigindo atenção. Não surtiu efeito; a carnificina continuou, e o sangue já escorria de uma bancada para outra. Finalmente o imperador ordenou que os soldados esvaziassem as bancadas superiores; com muita dificul­dade, e com a perda de alguns homens, eles conseguiram acalmar a disputa fatal.

Eleutério continuou, o tempo todo, ajoelhado no mesmo lugar. Muita gente saltou a barreira de proteção da arena, e agrupou-se à sua volta, buscando ser protegida. Os animais selvagens não ousavam tocá-las.

O mártir orou a Deus, pedindo que o removesse desse cenário tão revoltoso e temível. Sua oração foi ouvida. O Todo-Poderoso revelou-lhe, por uma voz interior, que permitiria ao seu servo ser martirizado pela espada. Num arrebatamento de alegria, ele disse às pessoas ao PU redor que, se o imperador o mandasse matar a espada, seria bem-sucedido. A mensagem imediatamente levada a Adriano que, num acesso de ira, bradou: — Então, que ele morra leia espada! Ele é a causa de todo este tumulto!

As trombetas soam uma vez mais. A confusão e o terror logo se transformam em um silêncio sepulcral. Os espectadores inclinaram-se à frente, com a respiração suspensa, ansiosos por ver se o lictor teria êxito. Ele brande o aço poderoso, e o arremete... Eleutério já não vive. Seu sangue jorra na arena. A terra treme, e ouve-se um trovão no céu sem nuvem. Uma voz potente soa das abóbadas do céu, chamando Eleutério à bem-aventurança eterna.

Não obstante, Eleutério não foi a última vítima daquele dia. Havia outra mãe de Macabeu na multidão de espectadores: a mãe de Eleutério. Ela assistira, com a alegria de uma mãe cristã, tudo o que sofrerá o seu bravo filho. E quando ela o viu finalmente conquistar sua coroa, seu coração ardeu com os sentimentos naturais da compaixão materna, e com piedosa alegria. Quase se esquecendo de que estava no Coliseu, e cercada por uma multidão de pagãos, ela correu freneticamente à arena, e lançou-se sobre o corpo exangue de seu filho.

Um murmúrio de surpresa e dó chamou a atenção do imperador, que ainda não deixara o Coliseu. Ele mandou perguntar quem era ela, e por que abraçava o corpo do mártir. Quando lhe informaram tratar-se da mãe de Eleutério, e que ela também era cristã, e desejava morrer com o filho, o cruel imperador ordenou que fosse executada. A mesma espada que trouxe ao filho a coroa do martírio embebeu-se no sangue da mãe. Ela morreu abraçada ao corpo do rapaz, e suas almas virtuosas foram unidas no mundo da felicidade plena, onde a separação não mais existe.

Durante a noite, os corpos de ambos foram levados por alguns cristãos, e sepultados num vinhedo particular, fora da Porta Salara. Foram mantidos ali durante algum tempo, e depois transportados à cidade de Rieti, onde, no império de Constantino, uma suntuosa igreja foi erigida em sua memória.

A maravilhosa história desses fieis foi escrita por dois irmãos, testemunhas oculares da maioria desses fatos extraordinários. Eles concluem sua narrativa com as seguintes palavras: "Estas coisas que nós, os irmãos Eulogio e Teodoro, ordenados para este propósito, escreve­mos, foram vistas por nossos olhos e ouvidas por nossos ouvidos. Nós, que éramos sempre assistidos por sua santa admoestação, e com ele perseverávamos".12

Estes Atos, que citamos dos Bolandistas, acham-se preservados nos arquivos de sua igreja, em Rieti. Também foram escritos em grego, por outra testemunha ocular, com leves altera­ções, e por Metafrastes, cuja versão é dada por Sírio, em 18 de abril. Barônio, em seu martirológio, menciona os principais fatos da história, e refere-se a vários autores que são as nossas melhores autoridades para os registros da Igreja Primitiva.

Não poderíamos concluir sem dizer uma palavra sobre o imperador Adriano. Ele deixou o Coliseu, naquela manhã nefanda, silencioso e indisposto. Até a sua alma empedernida fora amaciada, mas não convertida. Ele recebera uma lição que o desencorajara de se opor novamente aos cristãos. Mas, como todos os perseguidores, ele teve, finalmente, o seu momento de retribuição. Enquanto ele estava no teatro, procurando destruir os servos de Cristo, seu organismo contraiu uma doença repugnante, da qual nunca se recuperou; tão miserável e desgraçado se tornou, que acabou morrendo voluntariamente de inanição.

Ele agonizou durante um ano, em horrível sofrimento; entregou-se à maior de todas as -nas superstições, na cega esperança de que os seus ídolos o curariam. As harpias do embuste reuniram-se à sua volta, e extorquiram-lhe imensas somas de dinheiro, alegando possuir habilidade ou magia para restaurá-lo. Contudo, a enfermidade só fez piorar, e o seu espírito ímpio foi tomado pelos horrores do desespero e do remorso.

A mão que escrevera o temível julgamento na parede de Belsazar já pesara o perseguidor da igreja, e a terrível sentença fora escrita perante ele, tão formidável em sua antecipação, que ele pensou evitá-la por meio da morte. Adriano tentou induzir alguém a assassiná-lo, mas não obteve resultado. Finalmente, cheio de remorsos e desespero, recusou tomar qualquer ali­mento, e morreu no dia 6 de julho, de 140 d.C. (segundo relata Barônio). Sua morte ocorreu em Baja, e seu corpo foi posteriormente removido por Antônio Pio, para o imenso mausoléu edificado às margens do Tibre. Este mausoléu ainda resiste em seu esplendor, como uma ruína indestrutível, recordando aos peregrinos cristãos da Cidade Eterna o triunfo dos mártires, e a cegueira do perseguidor da Igreja. É fácil contrastar o feliz destino de Plácido, Eleutério, e das demais almas nobres que com eles foram coroadas, com a medonha ruína e morte eterna de seus perseguidores.

Que Deus nos capacite a resistir às paixões tiranas que nos perseguem, a fim de que, se não tivermos o privilégio de derramar nosso sangue por Cristo, possamos ao menos sacrificar nosso amor próprio, e juntarmo-nos a esses mártires, um dia, em louvores ao mesmo Deus a quem amamos e servimos.





__________________________________

1 O mártir mais ilustre, que ganhou sua coroa desse modo, foi Lourenço, morto em 261, sob o reinado de Valeriano. A grelha sobre a qual ele sofreu, feita de ferro em vez de cobre, ainda encontra-se preservada na Igreja de São Lourenço, em Lucina, Roma.

2 "Omnis populus Romanus cucurrit ad hoc spestaculum certaminis", Bolandistas, 18 de Abril.

3 "Cum sis curiosus amnium, minor quomodo non poluisti ad baec pertingere, quol três pueri Helraei missi in carminum flammae ardentis, cujus altitudo cubitis quadragínta novem elata". - Atos Bolandistas, 18 de abril.

4 “0 prefeito da cidade era especialmente encarregado do Coliseu e dos jogos".

5 "Videns autem imperator quod etiam Corribon vinceret, jussit eum in conspectu omnium decollari". - Atos.

6 "Cum que essel B. Eleutherius in custodia multis diebus cibum non accípiens, coíumba ei cibum portabat adsatietatem". - Atos, par. 13.

7 Na flor da juventude, brilhando como um anjo.

8 "Eadem autum hora ângelus Domíni Suscipiens B. Eleutherius solvit eum etfecit eum sedere super equum". - Atos, par. 13.

9 "Adjuro vos per nomen Christi Domini ut nullum ex bis contigatis sed unaquaeque vestrum ascendat ad locum suum, ad cujus vocem omnesferae cum omni mausuetudine abscesserunt". - Par. 14, &

10 "Ave Caesar morituri te salutant".

11 "Dimissus autem leo cucurrit ad B. Eleutherium et, tanquam paterfilium post multum tempus videns, ita coram omnibus flebat In conspectu ejus, et manus ejus et pedes ejus lingebat". - N" 16.

12 “Haec nos duofratres, Eulogius et Theodulus, scripsimus qui ab eo ordinati sumus et hortationibus ejus adjuti semper cum ipso perseveravimus. et ea quae viderant oculi nostri et audierunt áurea nostrae nota fecimus". - &,

_____________________________



Do livro: "Os Mártires do Coliseu"
A.J. O'Reilly

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM EM SLIDES - DOWNLOAD

PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM



DOWNLOAD DO MATERIAL DA AULA DE PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO

http://pt.slideshare.net/AlbaMateMate/1processo-de-ensino-e-aprendizagem

quinta-feira, 6 de março de 2014

DOUTORES VERSUS A BÍBLIA



DOUTORES VERSUS A BÍBLIA

Hoje acordei pensando nas questões sobre Inerrância Bíblica que fui envolvido ontem enquanto assistia a reprise de um programa de TV (CANAL HISTORY) entitulado "Segredos" da Bíblia, o qual capitaneado pelo metre do Ateísmo Liberal - se é que o termo existe - Barth Erhman, e outros 20 eruditos fizeram um grande esforço para desconstruir a verdade da Inerrância Bíblica.A coisa foi de um resumo histórico das criações de versões e traduções da Bíblia ao desparate dos pseudo-especialistas baseados única e exclusivamente nas suas opniões SUBJETIVAS.
- O que me irritou foi ao verificar o curriculum dos eruditos, que a maioria nem é teólogo, ou da área Bíblica o que, limitaria sua visão a respeito do assunto. 
- Outra coisa muito irritante é a ausencia de IMPARCIALIDADE, nesse programa que fez seu próprio julgamento da Bíblia apenas como Livro humano, jamais Divino. E já que estamos num "julgamento" promovido pelo History, pergunto: Onde está a defesa da Bíblia? Onde estão os Eruditos Protestantes e Católicos que creem em sua inerrancia e de maneira séria estudam-na e argumentam em sua defesa? Faltaram Archer, faltou chamar um Geisler, um Horton, fácil assim não?
- O pouco que se falou no calcanhar de aquiles desses teóricos, foi sobre os rolos de QUMRAM, descobertos em 1947. Apenas questionaram as mensagens mesmo escritas neles mas, NINGUÉM LEVANTOU NADA A RESPEITO DA PRESERVAÇÃO MILAGROSA DOS TEXTOS SAGRADOS E, QUE ESSES TEXTOS SÓ DIFEREM DAS CÓPIAS QUE TEMOS DA BÍBLIA EM 0,5% QUE SE REFERE A ACENTUAÇÃO!!!!!!!!! ou seja, temos uma versão Velho Testamento confiável no que tange aos manuscritos de Qumram!!!!!!!! Ninguém falou nada. 
- O argumento deles se baseou apenas nas variantes, erros, de cópia para cópia e de tradução para tradução, não levando sequer em conta o trabalho exaustivo e sério da CRÍTICA TEXTUAL através dos séculos mesmo sabendo que o texto do NOVO TESTAMENTO tem mais problemas que o do Velho testamento ninguém pode em nossos dias PROVAR adições a ele simplesmente usando o conhecimento de CÓPIAS MAIS CONFIÁVEIS, AFINAL QUAL O JUIZO DE VALOR OU O QUE DETERMINA QUE UMA CÓPIA É MAIS CONFIÁVEL QUE OUTRAS? E por que não disseram que TODO O TEXTO DO NT PODE SER RECONSTITUIDO JÁ NO INICIO DO SECULO 2 ATRAVÉS DOS ESCRITOS DOS PAIS? ORA BOLAS, SE NOS ESCRITOS DOS PAIS DA IGREJA JÁ HAVIA UMA ABUNDANCIA DE TEXTOS DO NOVO TESTAMENTO SERÁ QUE ISSO NÃO ARGUMENTA A FAVOR DA TESE QUE DIZ QUE OS TEXTOS DO NT JÁ ESTAVAM EM USO NOS SECULOS 1 E 2, SENDO OFICIALIZADOS NO SECULO 4 SOB ATANÁSIO????




Tinha muito mais a falar mas, o espaço aqui não me permite! Apenas aconselho aos Cristãos tomarem muito cuidado com os FALSOS MESTRES se apresentam como PSEUDO-ERUDITOS BÍBLICOS para ensinar o erro ou para questionar o nosso Dogma de maneiras leviana como fizeram esses do History e de várias Universidades Americanas e Inglesas!
Entre eles os que estavam la cito Dr Francesca Stavrakopoulou, essa figura que teve a audácia e leviandade de dizer que o texto do NT foi escrito somente em Grego para alcançar os Ricos Romanos e nao os Pobres Judeus! Dr. Robert R. Cargill - Archaeologist and Biblical Scholar que é Arqueólogo e não Teólogo e diz "provar" ser a Biblia apenas um livro humano! 
Lembro apenas que a Inerrancia Bíblica como sua Infalibilidade se dá apenas nos AUTÓGRAFOS , ou seja, nos Escritos Originais e não nas cópias que contem erros sim, 
como lá atrás já demonstrei. Pelo que, entendo que Deus usa também as cópias para falar conosco e isso é facilmente demonstrável. Deixemos as variantes ao trabalho da Crítica Textual, e aos Pseudo-Eruditos Agnósticos / Ateus que argumentem o que quiserem sob a Luz de seu próprio SUBJETIVISMO!ENQUANTO NÓS SEJAMOS ABENÇOADOS PELO SANTO LIVRO... PRONTO! FALEI... 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

QUAL O SEU POTENCIAL?

Qual seu potencial?

Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto.
João 12:24 
No dia áureo em que o Senhor Jesus foi interrompido por André e Felipe que apresentaram os Gregos que queriam ve-lo, Ele nos mostra o princípio da semente tem de morrer para ai sim, dar muito fruto. Na verdade, todos nós temos uma semente dentro de nós que se não morrer não pode fazer brotar uma floresta! Há um potencial adormecido dentro de cada um de nós nesse momento latente, disposto a sair e mudar o mundo, mudar a vida das pessoas sob nossa influencia. Isso nos faz perguntar :

- Por que viemos a esse mundo?
- Já realizamos todo nosso potencial?
- Se não tivessemos nascido o que o mundo perderia?

O Dr. Myles Munroe diz que o lugar mais precioso e rico da face da terra não são as minas de prata e diamentes da Africa do Sul, não é o campo de Gás da Russia, não é o ouro da Inglaterra mas, esse lugar fica a poucas quadras de nossa casa: o Cemitério!
Sim, pois, lá estão enterrados os Livros que nunca foram escritos, as canções que ninguém nunca cantou, as invenções que ninguem nunca viu, as obras de arte, esculturas , pinturas que nenhum artista jamais projetou, todos morreram com seus autores.
Que seria do mundo e da história se Abraão tivesse morrido antes de gerar Isaque? Se Davi tivesse partido antes de escrever os seus 73 salmos? Moises tivesse morrido antes de ver a sarça ardente e receber a Lei? Que seria do mundo se Jesus tivesse sido morto por Herodes antes de realizar o propósito Divino de morrer por todos os pecadores em todas as épocas? Que seria de nós se Miquelangelo morresse antes de pintar a capela sistina? Da vinci antes de pintar a Monalisa? Martin Luther King e Mandela morressem sem lutar contra a discriminação racial e social?
O que seria do Mundo se nós morressemos sem dar nossa contribuição ao ele? Há um potencial tremendo colocado por Deus dentro de voce nesse momento, uma semente, pronta a fazer brotar uma floresta de realizações, criatividade, talento, Dons, ministérios e Poder!
Pense nisso. Deus o Abençoe.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

FESTAS JUDAICAS - O PENTECOSTE/ FESTA DAS SEMANAS

FESTA DAS SEMANAS

História, Cultura Religiosa Judaica.



Entre as festas Judaicas a Festa das Semanas, Primícias ou Pentecostes era uma das festas importantes em Israel, tal como Páscoa, e Expiação (ou Yom Kippur, dia do Perdão). No Slideshare há várias apresentações que desenvolvem melhor o assunto das festas, bem como outras apresentações que contam a História de Israel por períodos. Abaixo compartilhamos o link para baixar uma apresentação sobre a Festa das Semanas! Bom estudo!

http://www.slideshare.net/ricardolbc/historia-de-israel-aula-20-pentecostes?from_search=2

sexta-feira, 28 de junho de 2013

SUMA TEOLÓGICA - THOMÁS DE AQUINO


Caros conforme lhes falei na aula, amo Aquino mas, nem eu sabia que tinha 5 volumes da  Suma Teológica em Espanhol. Se alguém se aventurar na leitura, verá o que eu tentei lhes passar...compartilho aqui ela e em outro link a sua Súmula contra os Gentios em latim e portugues...boa leitura...a Paz



SUMA TEOLÓGICA - AQUINO em ESPANHOL

http://www.4shared.com/folder/Q2e3knGg/AUTORES_CATLICOS_-_AQUINO.html



SUMA CONTRA OS GENTIOS em PORTUGUES E LATIM

http://www.4shared.com/folder/jXv7arbe/SUMA_CONTRA_OS_GENTIOS_-_PORTU.html

quarta-feira, 5 de junho de 2013

TRABALHOS SEGUNDO NORMAS ABNT



Amados,

Acho melhor postar alguns links que ensinam mostrando modelos de trabalhos que seguem as normas ABNT pra que voces possam fazer o de voces sobre os DONS DO ESPÍRITO SANTO.
É só clicar que mostra modelos e como fazer...a Paz...qualquer necessidade me liguem!

MODELO PRONTO PARA SE BASEAR
http://www.slideshare.net/micheligw/modelo-trabalho-na-abnt

VÁRIOS MODELOS PARA VER E BAIXAR
http://www.trabalhosabnt.com/regras-normas-abnt-formatacao



terça-feira, 28 de maio de 2013

PNEUMATOLOGIA - AULA 2 - ANOTAÇÕES



O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO

Definições de termos, Batismo no Espírito Santo e Salvação são coisas diferentes e sequenciais: Primeiro Salvação operada pelo Espírito Santo e depois Batismo no Espírito como imersão numa nova dimensão de vida espiritual para quem já foi convertido (Ef 1.13)

O Espírito como provedor da mensagem: Há mensagens que o Espírito Santo não coopera com o pregador pois, ora são ininteligíveis, ora não são cristocentricas, não passam pela Cruz!

A Exigencia principal de um líder é ser CHEIO DO ESPÍRITO SANTO. Há muito para falar sobre isso já que a maioria dos líderes não são.

O Espírito Santo e seu poder pelo Batismo nEle são o promotor das missões. Não se pode divorciar, separar Batismo do Espírito e Missões.

Lado negativo: 1. Discriminação para com os irmãos que não são Batizados (casta / elite / homens especiais).
2. Exercício do Batismo em detrimento dos frutos e dons do Espírito. Esses cristãos pensam ser o Batismo no Espírito Santo o alvo da vida cristão e, isso é um erro!

LINK PARA O LIVRO UMA VIDA CHEIA DO ESPÍRITO:
http://pt.scribd.com/doc/2951743/UMA-VIDA-CHEIA-DO-ESPIRITO-Charles-G-Finney

Prof.Adilson Benevides

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

John Wesley e os Dons do Espírito Santo



Robert G. Tuttle Jr. *

Há muitos anos, o evangelista Ed Robb, United Metodist, falou de um tempo em sua vida, quando ele acreditou que os dons do Espírito Santo eram exclusivamente para uma época apostólica, não para hoje. Ele está agora convencido de que esta época é a época apostólica e que os dons do Espírito Santo são exatamente tão relevantes hoje, quanto eles foram, nos dias dos primeiros apóstolos.

John Wesley, o fundador do Metodismo, certamente teria concordado. Na sua entrada no Diário, em 15 de Agosto de 1750, quarta-feira, ele escreveu: "Eu fui completamente convencido daquilo que eu, há muito, suspeitava. (1). Que os 'Montanistas' [Doutrina ou seita do século II, fundada por Montano, que afirmava estar próxima a vinda do Espírito Santo à Igreja e a descida da Jerusalém celeste. A seita tomou caráter ascético, condenando segundas núpcias], do segundo e terceiros séculos, eram cristãos verdadeiros e bíblicos; e (2). que a grande razão, porque os dons miraculosos eram tão logo sufocados, não foi apenas porque a fé e a santidade estavam bem perto de serem perdidas; mas porque os homens ortodoxos e estéreis começaram a ridicularizar qualquer que fosse o dom que eles próprios não tivessem, e a depreciá-los, tanto como loucura, quanto como embuste".

Wesley claramente acreditou que os dons do Espírito Santo foram relevantes para a igreja em qualquer época. Ele os definiu. Ele os descreveu. Ele os experimentou. Ele os defendeu.

Embora nunca enfatizasse certos dons, tais como predição de profecia ou línguas e sua interpretação, Wesley lamentou sua perda para os cristãos em geral. Em seu sermão, "O Caminho Mais Excelente", ele escreve: "A causa disto [do declínio dos dons espirituais, seguindo Constantino] não foi (como tem sido vulgarmente suposto) 'porque não houve mais oportunidade para eles', porque o mundo todo se tornara cristão. Este é um engano infeliz; nem a vigésima parte dele era, então, nominalmente cristã. A causa real foi que 'o amor de muitos', quase de todos os cristãos, assim chamados, foi 'se tornando frio'. Os cristãos não tinham mais do Espírito de Cristo do que os outros pagãos. O Filho do Homem, quando ele começou a examinar sua Igreja, dificilmente pôde 'encontrar fé sobre a terra'. Esta foi a causa real, porque os dons extraordinários do Espírito Santo não foram mais encontrados na Igreja Cristã; porque os cristãos se tornaram pagãos novamente, e tiveram apenas uma forma morta restante".

Obviamente, a implicação aqui é que, quando a igreja recupera seu primeiro amor, os dons do Espírito Santo são disponíveis para capacitar suas diversas partes, no ministrar efetivamente dentro de suas próprias esferas de influência. Embora o "caminho mais excelente" seja o caminho do amor, Wesley ainda insistiu que nós podemos 'ansiar sinceramente' por tais dons, como o do evangelismo, para "sondar o coração descrente"; ou o dom do conhecimento, para entender a providência e a graça de Deus; ou o dom da fé "que, em situações específicas... vai muito além do poder das causas naturais".  

Alguns argumentam que Wesley examinou algo ambivalente, algumas vezes, concernente a alguns dos dons mais "extraordinários", quando eles emergiram, no Reavivamento Evangélico do século XVIII (nenhuma dúvida preocupante, com respeito às acusações de "fanatismo" contra o povo chamado Metodista). No entanto, em pelo menos uma ocasião, Wesley defendeu os dons do Espírito. Em uma carta a Conyers Middleton, Wesley definiu, descreveu e defendeu toda a multidão de dons espirituais, incluindo: "(1) Expulsar demônios; (2) Falar novas línguas; (3) Escapar de perigos, nos quais, do contrário, eles deveriam perecer; (4) Curar; (5) Profetizar, predizer coisas; (6) Visões; (7) Sonhos premonitórios; (8) Discernir dos espíritos". Embora a ordem, e até mesmo a menção de alguns "dons", não normalmente associados com os relatos bíblicos (tais como visões e sonhos), possam parecer um tanto quanto estranhos, o fato permanece de que Wesley acreditou que os dons do Espírito Santo não eram apenas importantes, mas também ativos, durante o Reavivamento Evangélico do século XVIII.

Quando Middleton acusou "que o silêncio de todos os escritores apostólicos sobre o assunto dos dons deveria nos dispor a concluir que eles eram, então, introvertidos", Wesley imediatamente respondeu: "Ó, senhor, não mencione mais isto. Eu rogo a você que nunca mencione o silêncio deles novamente. Eles falam alto o suficiente para envergonhar você, por quanto tempo você viva".

"Dom da Cura"

Vamos examinar o dom da cura. Eu freqüentemente tenho dito que não é um pecado ser doente ou morrer. É, no entanto, um pecado para a doença e a morte seguir sem mudança, porque não existe alguém para orar.

Wesley acreditou claramente que o dom da cura penetrou no poder sobrenatural de Deus. Novamente, em resposta a insistência de Middleton de que nunca tinha sido provada a "cura miraculosa", Wesley respondeu: "Senhor, eu entendo bem você. A intenção do argumento é facilmente vista. Ela aponta para o Mestre, assim como para seus servos; e pretende provar que, depois de toda essa conversa, sobre curas milagrosas, nós não estamos certos de que existiu cura, alguma vez, no mundo. Mas isto não causará dano. Porque, embora nós concordemos: (1) Que alguns se recuperam, mesmo em casos aparentemente desesperadores; e (2) Que nós não sabemos, em caso algum, os limites precisos, entre a natureza e o milagre; ainda assim, não se segue, no entanto, que não possamos estar seguros de que nunca houve um milagre de cura no mundo. Para explicar isto, através de exemplo: Eu não sei precisamente, quão longe a natureza pode ir, no restaurar a vista ao cego; ainda assim, eu sei seguramente que, se um homem nasce cego, ele é restaurado na visão, através de uma palavra; e isto não é natureza, mas milagre".   

Tiago 5:14-16 exorta os cristãos a orarem pelo doente, e a ungi-lo com óleo. Certamente é bom saber que Wesley e as Escrituras estão do lado daqueles cuja única esperança para o ministério terreno está no assegurar "as armas com poder divino para demolir fortalezas". (2 Cor. 10:4).

"Expulsar Demônios"
Em um sermão pregado para o texto de (Marcos 1:21-28) "Depois, entraram em Cafarnaum, e, logo no sábado, foi ele ensinar na sinagoga. Maravilhavam-se da sua doutrina, porque os ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas. Não tardou que aparecesse na sinagoga um homem possesso de espírito imundo, o qual bradou: Que temos nós contigo, Jesus Nazareno? Vieste para perder-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus! Mas Jesus o repreendeu, dizendo: Cala-te e sai desse homem. Então, o espírito imundo, agitando-o violentamente e bradando em alta voz, saiu dele. Todos se admiraram, a ponto de perguntarem entre si: Que vem a ser isto? Uma nova doutrina! Com autoridade ele ordena aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem! Então, correu célere a fama de Jesus em todas as direções, por toda a circunvizinhança da Galiléia"; no Seminário Teológico Evangélico, em Garrett, alguns anos atrás, eu lembrei os estudantes de que não era minha tarefa convencer alguém da existência de demônios; o primeiro compromisso deles usualmente cuidava deste assunto. Em vez disto, era minha tarefa ser fiel aos relatos bíblicos, quanto ao poder disponível para "demolir fortalezas", demoníacas ou diferentes. Wesley teria se agradado.
A carta escrita para Conyers Middleton é a mais definitiva afirmação sobre os dons do Espírito Santo (embora escrita, em um estilo de réplica e controvérsia, algumas vezes, confuso). Quanto ao dom de cura, Wesley faz referência tanto à Escritura, quanto à experiência.

Em seu sermão, "Uma precaução contra o Fanatismo", Wesley tenta estabelecer a fase bíblica e teológica para o "expulsar demônios".  Ele escreve: "Com o objetivo de ter uma visão mais clara disto, nós podemos nos lembrar que (de acordo com o relato bíblico), como Deus habita e opera nos filhos da luz, então, o diabo habita e opera nos filhos das trevas. Como o Espírito Santo possui as almas dos homens bons, então, o espírito do diabo possui as almas dos homens maus".

Como ele faz com respeito a todos os dons do Espírito Santo, Wesley responde a Middleton sobre o assunto do "livramento", aberta e claramente: "os testemunhos, concernente a isto são incontáveis, e tão claros quanto as palavras podem torná-los. Mostrar, no entanto, que todos esses significam nada, e que nunca existiu quaisquer demônios expulsos, afinal, nem através dos Apóstolos; nem desde os Apóstolos, (porque o argumento prova a ambos ou nenhum), é uma tarefa digna de você".

Middleton, então, reivindica que "esses que estiveram possuídos do demônio, podem ter estado doentes de doença degenerativa... sintomas comuns de uma epilepsia".  Quanto à "evidência de demônios, falando e respondendo a todas as questões", Middleton simplesmente encolhe os ombros. Ele considera esses, "através das artimanhas da impostura e perspicácia, entre as pessoas interessadas no ato".  A resposta de Wesley é direta: "Não se trata de alguma coisa extraordinária que os homens em ataques epiléticos sejam capazes de tanta artimanha e perspicácia?".

Para a acusação de Middleton, de que até mesmo os antepassados da igreja "foram tanto induzidos por seus preconceitos a dar crédito muito precipitado a essas possessões simuladas, ou levados, através do seu zelo, a apoiar a ilusão que era útil para a causa cristã" (um sentimento não desconhecido hoje), Wesley insistiu que "nenhum desses antepassados tiveram algum escrúpulo em usar do estilo hiperbólico (ou seja, em Inglês claro, de exorcizar) como o escritor eminente declara".

            Quanto a como estes "demônios" poderiam ser dominados, Wesley é inflexível: "Tudo isto, de fato, é obra de Deus. É Deus apenas que pode expulsar satanás. Mas Ele se agradou de fazer isto, através do homem, que diz, então, expulsar demônios em Seu nome, pelo Seu poder e autoridade, como um instrumento em Suas mãos. E Ele envia quem Ele irá enviar para esta grande obra; mas usualmente tal que o homem nunca teria pensado a respeito: Porque 'suas maneiras não são como as nossas; nem seus pensamentos como os nossos'. Assim sendo, ele escolhe o fraco para confundir o forte; o tolo para confundir o sábio; por esta razão clara, para que ele possa assegurar a glória para si mesmo; para que 'nenhuma carne possa gloriar-se a Seus olhos'".

"Falar em Línguas"

Embora não exista registro de que o próprio Wesley tenha falado em línguas, existe evidência de que ele acreditou que este dom do Espírito Santo foi um dom legítimo para a Igreja de qualquer época. Eu ofereço apenas duas citações de sua carta a Middleton.

Em resposta a Middleton, Wesley escreve: "Desde a Reforma, você diz, 'nunca se ouviu ou se pretendeu falar deste dom, através dos próprios Romanistas'. Mas será que ele foi pretendido (se merecidamente ou não), através de algum outro, embora não através dos Romanistas? Ele 'nunca foi ouvido', desde aquele tempo: Senhor, sua memória falha novamente: Ele indubitavelmente foi pretendido, e isto a nenhuma grande distância, quer do nosso tempo ou região. Ouviu-se, mais de uma vez, não muito distante dos vales de Dauphiny. Nem faz cinqüenta anos, desde que os habitantes protestantes desses vales, tão ruidosamente pretenderam este e outros poderes milagrosos, de maneira a causar muito distúrbio à própria Paris. E como foi que o rei da França refutou esta preensão e a impediu de ser ouvida? Não pela pena de seus sábios, mas, através das espadas e baionetas (uma maneira verdadeiramente pagã) de seus soldados".

Quanto à relevância do dom de línguas, para a igreja de qualquer época, Wesley, uma vez mais, responde a Middleton: "Todos esses [dons espirituais] são operados por um e o mesmo Espírito, distribuindo a cada homem individualmente, conforme Sua vontade; assim como para cada homem, também para cada Igreja, cada corpo coletivo de homens;… vendo que Ele, que opera como Ele deseja, pode, com sua [a de Middleton] licença, deixar o dom de línguas, onde Ele dá nenhum outro; e pode encontrar inúmeras razões para fazer isto, quer você e eu os veja ou não. Porque, talvez, não tenhamos sempre conhecido a mente do Senhor; nem sido alguns de seus conselheiros".

Nos podemos concluir este exame das visões de Wesley, sobre os dons do Espírito Santo, com a menção de sua defesa, quanto ao "ressuscitar o morto". Wesley objeta a insistência de Middleton, de que "não existe um exemplo disto [o ressuscitar o morto] a ser encontrado, nos três primeiros séculos".  Wesley cita Irenaeus, o influente bispo de Lion, no século dois: "Isto foi freqüentemente representado nas ocasiões necessárias; quando, através dos grandes jejuns e do reunir a súplica da igreja, o espírito da pessoa morta retornou a ele, e o homem voltou para as orações dos santos". Wesley, então, conclui: "Eu presumo que você queira dizer, que nenhum historiador pagão mencionou isto; porque os historiadores cristãos não foram. Eu respondo: (1) Não é provável que um historiador cristão tivesse relatado tal fato, tivesse ele sabido disto. (2) É igualmente improvável, que ele pudesse saber disto... especialmente considerando (3) que isto não foi designado para a conversão dos pagãos; mas, 'nas ocasiões necessárias', para o bem da igreja, e da comunidade cristã. Por fim: foi um milagre característico, acima de todos os outros, apoiar e confirmar os cristãos, que foram diariamente torturados e assassinados, mas sustentados pela esperança de obter uma ressurreição melhor".

Muitas vezes, os escritos de John Wesley nos lembram que Deus tem investido mais em nosso ministério do que nós. Deus torna o poder disponível (devem existir milhares de dons espirituais), para cada um de nós, para que possamos ministrar efetivamente dentro de nossas esferas de influência. Uma vez que nossas esferas são diferentes, nossos dons são diferentes. Eu não desejo seu dom, e você não anseia pelo meu; mas juntos somos o corpo de Cristo. Que Deus se levante!

Robert G. Tuttle Jr. é:  * professor de evangelismo na E. Stanley Jones School of World Missions and Evangelism at Asbury Theological Seminary in Wilmore, Kentucky.